A tempestade acalmou. Ficou o vazio e o uivo do vento na minha janela .“Vem com o vento” - disseste-me.
Será ?
Tantas coisas que o vento traz e leva!




Ofereço-te de mão aberta, o que não deixou de ser teu. Toma! É só vires buscar!
Hoje apetece-me dormir sobre as letras do meu livro e só acordar quando a história tiver mudado.
“Não pares junto à minha campa a chorar,
Porque não estou lá.
Não estou adormecida.
Sou os mil ventos que sopram,
Sou o brilho do diamante da neve,
Sou a luz do Sol na semente madura,
Sou a chuva branda do Outono.
Na quietude macia da luz matutina,
Sou a ave que voa veloz.
Não pares junto à minha campa a chorar,
Eu não estou lá,
Eu não morri…”
Sei que nos veremos, no tempo sem tempo.
...Até lá!
Caminho leve como há muito não me sentia.

Dizem que o tempo tudo resolve… devia ser mesmo assim!
